terça-feira, 13 de outubro de 2009

Tabu e preconceito

Imaginem a seguintes situações:
1. O filho apresenta sinais de não estar bem fisicamente. A família, preocupada, logo procura um médico _ pediatra, cardiologista, otorrino, homeopata, pneumologista etc. Ao ser diagnosticado o problema, não hesita em providenciar o tratamento adequado.

2. O filho apresenta sinais de não estar bem emocional e mentalmente. A família, preocupada, logo procura uma justificativa e não procura um psicólogo ou psiquiatra e consequentemente não providencia um tratamento adequado.

As questões relacionadas aos transtornos mentais ainda são cercadas de muita vergonha, tabus e preconceitos. É necessário muito debate, informação e reflexão para superar esta realidade.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Prevenção à cegueira - Semana Mundial da Visão

Pais e professores...de olhos abertos para a prevenção à cegueira

AMBLIOPIA é uma deficiência no desenvolvimento da visão, onde um ou os dois olhos não apresentam um amadurecimento normal desde o nascimento da criança. A doença deve ser detectada e tratada antes dos quatro anos, quando a visão ainda está em pleno desenvolvimento. Se não tratada até os sete anos, a perda da visão do olho doente é considerado irreversível, e a visão fica definitivamente comprometida.
A ambliopia atinge cerca de 4% das crianças de todo o Brasil. Em muitos casos, por não apresentar nenhum tipo de sintoma específico, a deficiência passa despercebida pelos pais, professores e pediatras.
Por isto a importância da informação, divulgação e prevenção do problema que se diagnosticado nos primeiros anos de vida, tem tratamento.
É importante a ida ao oftamologista, mesmo quando a criança não apresenta sintomas de problemas na visão. Muitas vezes a criança enxerga perfeitamente mas apenas com a visão de um olho. Como a criança sempre enxergou assim não percebe que só tem um olho “bom”. A ambliopia também é conhecida como “olho preguiçoso”.
Quando descoberto a tempo, o tratamento é simples mas precisa de persistência, com o uso de um tampão ocular que bloqueia a visão do olho “bom” para que o olho “preguiçoso” assuma a capacidade de enxergar.
As causas: A ambliopia ocorre quando, por alguma razão, o olho não consegue melhorar a visão mesmo usando a correção (óculos). Outras vezes no estrabismo (olho torto), um dos olhos assume a preferência e enxerga bem e o outro, menos participativo, deixa de desenvolver a capacidade visual plena. Existe também a ambliopia causada por lesões oculares (ulcera de córnea cicatrizada, cicatriz retiniana por toxoplasmose etc.). Portanto a ambliopia é sempre causada por alguma coisa que atrapalha ou prejudica a travessia da luz até a retina. E se a imagem se forma de maneira incorreta na retina, o cérebro não capta com toda a precisão. Se nada for feito, este olho que não tem imagem perfeita é deixado de lado e o outro assume o comando da visão.
Fonte: http://www.oftalmopediatria.com.br/texto.php?cs=7
www.todeolhotampao.com.br

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Dia Mundial da Visão

Abra os Olhos... 08 de outubro será comemorado o Dia Mundial da Visão, que em 2009 tem como tema principal "Gênero e Saúde dos Olhos: Acesso Igual à Visão."

A Comemoração envolverá milhares de pessoas ligadas à saúde ocular em todo mundo e tem o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a problemática da cegueira e das ações realizadas para promover a sua prevenção e a reabilitação das pessoas afetadas pela deficiência visual passíveis de serem submetidas a tratamentos para recuperar plenamente o sentido da visão.
Em 2009, além deste objetivo, também haverá o propósito de discutir sobre as diferenças ao acesso aos cuidados visuais que ainda existem entre homens e mulheres e sobre a necessidade de reduzi-las.
 
Programa 2020

 
Cálculos da OMS indicaram que, se iniciativas de alcance mundial e regional não fossem tomada, em 2020 existiriam no mundo 75 milhões de pessoas cegas e mais de 225 milhões de portadores de baixa visão.
Por fim, o dado mais importante, que entre 60% e 75% destes casos de cegueira e baixa visão seriam evitáveis e/ou curáveis.
Com base nesses números, a OMS e a Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira (IAPB - International Agency for Prevention of Blindness) lançaram o Programa 2020: O Direito à Visão para eliminar a cegueira evitável do mundo até o ano de 2020. O programa envolve uma grande quantidade de ações nacionais, regionais e locais efetivadas e coordenadas por governos, instituições, agências oficiais e organizações não governamentais que procuram respeitar ao máximo as realidades sociais, econômicas e culturais existentes em cada região para criar condições para eliminar as causas da cegueira evitável.

sábado, 3 de outubro de 2009

O Sistema Nervoso na escola: atividade proposta 1

O Sistema Nervoso na escola - Atividade 1


1. Assista o vídeo a seguir;

2. Faça uma pesquisa sobre: a. Funções do Sistema Nervoso; b. Cérebro e mente; c. Esquizofrenia

http://www.psicosite.com.br/tra/psi/esquizofrenia.htm#causa

http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?189

3. Discuta com os amigos do grupo ou turma sobre os temas;

4. Responda as perguntas abaixo.

Perguntas:

A) Como você definiria o personagem Tarso?

B) O que mudou na sua personalidade e comportamento do início ao final do vídeo?

C) Quais as causas destas mudanças? O que pode ter ocorrido no seu organismo para levar a uma transformação no seu comportamento?

D) Quem pode desenvolver estes distúrbios?

E) Quais são as estruturas e as funções do Sistema Nervoso?

Dica de excelente livro infanto-juvenil com conteúdo de Neurociência: AVENTURAS DE UM NEURÔNIO LEMBRADOR


Segue dica de um excelente livro com histórias que podem ser adaptadas para a sala de aula....Que tal um teatro para aprender sobre Neurociência!?! Boa leitura e boas ideias!!!


AVENTURAS DE UM NEURÔNIO LEMBRADOR - Coleção Completa (5 vols.) Roberto Lent - Vieira & Lent Casa Editorial



"Em cinco divertidas histórias, com leveza e diversão, as crianças aprendem muito. Descobrem como o cérebro funciona, como os neurõnios conversam e como isso influi na nossa vida cotidiana. Todos os livros têm dicas para os adultos.


SAIBA MAIS:
A vida do Ptix é muito agitada. Ele é um menino comum, mas seu dia-a-dia é cheio de aventuras compartilhadas com seus neurônios, que interferem em tudo. A turma de neurônios do cérebro do Ptix é liderada pelo Zé Neurim (neurônio da memória) e cada um deles tem sua história.


A idéia desta coleção de cinco livros é ensinar alguns conceitos fundamentais da neurociência contemporânea para crianças de 7 a 12 anos, de um modo divertido, atraente e lúdico. Aprender sem sentir que está aprendendo, de surpresa! Ao final de cada livro, o autor "revela", explica, o que realmente acontece no cérebro do Ptix e apresenta um pesquisador brasileiro que trabalha naquela área de pesquisa. Tratam-se de histórias de ficção, mas com conteúdo (pesquisa científica) de verdade! Os adultos - pais e professores - encontram na última página de todos os livros um texto (Dicas para os adultos) claro e acessível com os principais conceitos que se pretende transmitir às crianças, sobre cada um dos temas dos livros: emoção, audição, visão, motricidade e memória.


Na escola os livros podem ser trabalhados em atividades interdisciplinares; como aprofundamento ou complementação dos conteúdos curriculares; nas aulas de leitura ou literatura, de ciências ou biologia e até em artes; as ilustrações, coloridas e com muito humor, complementam e dialogam com o texto. Com certeza, as aulas ficarão mais ricas, dinâmicas e interessantes.Aventuras de um neurônio lembrador é uma coleção de livros pioneiros – forte estímulo à curiosidade e à descoberta – e, portanto, inovadores do ponto de vista educacional. É a oportunidade de sua escola investir na educação científica e na qualificação da leitura.
A série de cinco livros Aventuras de um neurônio lembrador tem como objetivo realizar divulgação científica para crianças. Cada livro aborda um aspecto da Neurociência: (1) emoção, (2) audição, (3) visão, (4) motricidade e (5) memória. São pequenas aventuras de um neurônio da memória, o Zé Neurim, e seus amigos que moram no cérebro do menino Pedro Tiago Irineu Xavier - Ptix."


Texto adaptado do texto original disponível em http://www.vieiralent.com.br/caixazn.htm

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Alfabetização Neurocientífica

Apesar dos avanços nas pesquisas e das grandes descobertas das Neurociências, além dos esforços na divulgação científica na área, nos últimos anos, a maior parte deste conhecimento continua inacessível à população. Adultos e crianças mostram pouco interesse por assuntos relativos a distúrbios do Sistema Nervoso, consumo abusivo de drogas e atividade motora, indicando, a necessidade de ações educacionais neste sentido (HERCULANO-HOUZEL, 2000 e ZARDETTO-SMITH, 2000).
Acredita-se que um dos motivos que dificulta o processo ensino- aprendizagem e o interesse dos alunos, principalmente no que se refere ao corpo humano, seja a discordância entre as perspectivas e necessidades e o conteúdo que é exigido como importante. O conteúdo sobre o Sistema Nervoso, nas grades curriculares e nos livros didáticos, é apresentado no 8º ano do Ensino Fundamental e no 2º ano do Ensino Médio, na parte de fisiologia dos sistemas do corpo humano, exclusivamente ou de forma comparada à fisiologia de outros animais. A simples memorização de tópicos como as divisões do Sistema Nervoso, a nomenclatura das regiões anatômicas do encéfalo e suas funções, a transmissão sináptica ou o ato reflexo, sem corresponder às suas curiosidades e perspectivas, muito provavelmente não despertará seu interesse pelo assunto, nem facilitará seu entendimento do conhecimento básico para a aplicação na sua vida.
Alguns tópicos do conteúdo programático sobre o Sistema Nervoso apresentam grande complexidade e dificuldade de serem ensinados, pois exigem alta abstração conceitual _ uma vez que, muitas estruturas não são visíveis e palpáveis diretamente _ e necessitam de integração de conhecimentos envolvendo a Física e a Química. Esta dificuldade também é encontrada no ensino superior tanto nos cursos das áreas Biomédicas como nas Licenciaturas em Ciências e Biologia, e consequentemente muitos professores não possuem domínio e segurança para ensinar o conteúdo e despertar o interesse dos alunos. Campagna et al (2008), visando facilitar o processo ensino-aprendizagem sobre o Sistema Nervoso propõem a utilização de modelos didáticos, produzidos no intuito de auxiliar a visualização de conceitos abstratos, como a evolução, a transmissão sináptica e a ação de drogas psicotrópicas e a integração de conteúdos de Anatomia e a Física.
Os resultados de diferentes autores sugerem que no ensino dos conteúdos sobre Corpo Humano é priorizada a memorização de tópicos de anatomia e fisiologia, de forma fragmentada e descontextualizada. Sem aprofundar as dicussões das implicações culturais, sociais e históricas. A análise das concepções de saúde numa coleção de livros didáticos de Ciências para o Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), indicam que predominam a perspectiva mecanicista/biologicista pautada nos aspectos anatômicos/fisiológicos. É dada maior ênfase nos condicionantes biológicos e não nos condicionantes psicossociais, culturais, sócio-econômicos e ambientais, relacionados à saúde. Encontra-se em maior frequência no texto, enunciados explicativos/descritivos, sendo menos frequente enunciados argumentativos de forma contextualizada, problematizando ações cotidianas. Desta forma, não proporcionando uma aprendizagem significativa nem possibilitando a alfabetização científica para os alunos (MARTINS e FREITAS, 2008; DELIZOICOV, 1995).
Na revisão da literatura científica realizada para este trabalho, foram encontradas poucas referências de pesquisas, analisando especificamente como o tema Sistema Nervoso é abordado na sala de aula.
Na perspectiva da alfabetização científica, o processo ensino-aprendizagem sobre o Sistema Nervoso, consistindo de uma abordagem que privilegie a reflexão crítica a cerca do seu contexto-sócio cultural poderia contribuir para a compreensão tanto dos mecanismos do funcionamento saudável do cérebro e sua conexões, como dos processos relativos às doenças neurológicas e distúrbios do comportamento. Assim possibilitando tomar decisões esclarecidas quanto a atitudes saudáveis para o bom desenvolvimento e funcionamento do Sistema Nervoso e desenvolver postura crítica diante de mitos, preconceirtos e questões polêmicas e éticas.
Como o Sistema Nervoso é abordado em sala de aula? Quais as principais dificuldades de alunos e professores sobre o tema? Que recursos e metodologia são utilizados? É possível alcançar a alfabetização científica? Como o professor pode superar as dificuldades?

Fabíola Gonzaga de Freitas, Especialização Ensino de Ciência, IBRAG, UERJ